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Proteína tóxica

Os ácidos glutâmico e aspártico são componentes dos suplementos de proteína hidrolisada (hydrolyzed whey) e excitotoxinas que matam neurônios e cérebro. Nova informação científica.

Proteína hidrolisada

A maioria dos suplementos de proteína mais baratos são obtidos a partir do leite por processamento a altas temperaturas e hidrólise. É recorrendo a essa mesma hidrólise que se obtém a margarina a partir do saudável óleo de palma, que se vê assim transformado em uma imensa fonte de gordura trans.

Durante esse tratamento se forma no leite uma grande quantidade de ácido aspártico, ácido glutâmico e glutamina livre. O primeiro ingrediente é uma substância próxima do aspartame, o segundo — do sal de ácido glutâmico, conhecido como glutamato de sódio.

Excitotoxinas: alimento que mata o cérebro

O aspartame e o glutamato de sódio fazem parte do mesmo grupo de substâncias químicas cada vez mais chamados de excitotoxinas. O palavra inglesa excitotoxin é derivada da junção das palavras excitement – excitação e toxin – toxina. Na sua essência, as excitotoxinas são toxinas excitatórias.

Sob sua influência, o cérebro recebe uma forte dose de prazer, a comida fica super gostosa ou extremamente doce (evidentemente que o doce também é um sabor). No entanto as excitotoxinas ocultam um aspecto muito negativo: elas estimulam os neurônios do cérebro com tanta intensidade que estes começam a morrer(1).

Proteína com RedBull

Os produtores de suplementos esportivos, além de gostarem de economizar no processo de obtenção do isolado proteico, adicionam muitas vezes ao produto mais dois ingredientes “mágicos” – a taurina e o adoçante sucralose. O primeiro é conhecido como fornecedor de energia, o segundo torna o sabor da mistura mais agradável.

A taurina atua sobre o sistema nervoso e o hipotálamo, causando inicialmente um forte aumento de energia, que depois sofre um declínio acentuado. Ao que tudo indica, a taurina causa hipoxia, hipoglicemia, isquemia, aumenta a quantidade de radicais livres e provoca a toxicidade metabólica(2).

Síndromes de overdose por excitotoxinas

O primeiro sintoma de intoxicação por glutamato e aspartame é a sensação de pensamento turvo e perda da capacidade de concentração. Depois de as toxinas serem absorvidas pelo corpo, surge a síndrome da fadiga crônica, o sistema imunológico enfraquece e os níveis de testosterona baixam.

Os neurocientistas tendem a crer que o consumo crônico e excessivo de excitotoxinas é causa de desenvolvimento de doenças cerebrais, como o mal de Parkinson, a doença de Alzheimer e outras. Entre outras coisas, as excitotoxinas são susceptíveis de provocar e agravar AVCs.

Qual quantidade de excitotoxinas tem nas proteínas?

Nas embalagens de suplementos de proteína aparecem muitas vezes números que indicam uma percentagem enorme de conteúdo glutâmico (glutamic) e ácido aspártico (aspartic) – se vier indicado que esta proteína é hidrolisada (hydrolyzed protein), existe grande probabilidade de certa percentagem destes ácidos se converterem em excitotoxinas quando chegam no estômago.

O nível de conversão depende da qualidade da matéria-prima, do processo de hidrólise e das características individuais do organismo. O valor que mais se encontra na literatura da especialidade é 15%(4). Uma porção de proteína e 4500 mg de ácido glutâmico podem conter até 400-600 mg de excitotoxina de glutamato.

Toda a proteína é prejudicial?

As misturas proteicas obtidas por filtração a frio contêm provavelmente uma concentração mínima de excitotoxina. Neste caso, o fabricante geralmente indica claramente que a proteína foi obtida por processo de filtragem e não por hidrólise, mas o preço do produto é normalmente mais alto.

Falando de ácido aspártico, é importante compreender que o L-aspartato contido na proteína obtida com a ajuda de altas temperaturas distingue-se do ácido D-aspártico. Esta última não é uma excitotoxina e, a julgar pelas mais recentes pesquisas, pode até aumentar os níveis de testosterona(4).

Vale a pena abandonar os suplementos esportivos?

A indústria dos suplementos esportivos é muito mal regulamentada. Não é segredo que os fabricantes de pílulas para emagrecer costumam usar ingredientes extremamente perigosos. As excitotoxinas existentes nas proteínas e suplementos esportivos são um tema novo e ainda não muito estudado.

Só você pode decidir se quer acreditar nos estudos científicos ou nas garantias dos fabricantes em como o ácido glutâmico não se converte em glutamina. Somente você será capaz de dizer o que é mais importante: ter bíceps grandes aos 25 anos ou a capacidade de se lembrar do seu nome quanto chegar nos 60.

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As misturas proteicas obtidas por via da hidrólise e o tratamento a alta temperatura (proteína hidrolisada) contêm substâncias que podem ser convertidas em excitotoxinas e que provocam a morte dos neurônios. Tente comprar proteína obtida pelo processo de filtragem.

Fontes de informação:

  1. Dr. Russell Blaylock: Excitotoxins — The Taste That Kills, source
  2. Excitotoxins — The Taste That Kills, the book, source
  3. Taurine and neural cell damage, source
  4. Whey, Excitotoxins and Toxins, source
  5. D-Aspartic Acid, source

Data da primeira edição:

  • 14 de novembro de 2014

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